Empresas atrativas e a ascensão do modelo híbrido

Trabalho flexível e empresas atrativas

Trabalho flexível e empresas atrativas: a tendência do modelo híbrido

Após a pandemia, muitas empresas adotaram o modelo híbrido. Esse modelo combina dias remotos com trabalho presencial no escritório. Além disso, a obrigatoriedade do home office para várias categorias profissionais acelerou essa mudança. As organizações passaram a buscar equilíbrio entre flexibilidade e integração.

A empresa de recolocação profissional Gupy identificou essa prática como tendência para os próximos anos. Segundo relatório divulgado no ano passado, o modelo atende tanto os funcionários quanto as corporações.

Outro estudo sobre o tema, o “Panorama de Empregabilidade”, foi divulgado no início de abril deste ano pela plataforma de gestão de pessoas Sólides. Realizado por meio de entrevistas com 400 profissionais, ele aponta que para 48% dos entrevistados, o trabalho híbrido é o melhor sistema, seguido pelo home office (29%) e presencial (23%).

O impacto geracional na preferência pelo modelo híbrido

Além disso, diz o estudo, 36% dos que preferem o home office são da Geração Z (entre 18 e 27 anos), enquanto 34% dos que preferem o presencial são boomers (mais de 60 anos).

Por que as pesquisas apontam o trabalho híbrido como tendência?

Em primeiro lugar, é preciso entender que, em breve, a Geração Z será a maior parte da força de trabalho, o que já destaca a força que esse modelo deverá ganhar ainda mais. E que para os representantes dessa geração, trocar de emprego em razão da busca por qualidade de vida é atitude considerada aceitável e corriqueira.

Assim, as empresas que insistirem na volta ao trabalho 100% presencial poderão enfrentar problemas em relação ao preenchimento de seus quadros.

Outro ponto que deve ser levado em consideração é que desde que o trabalho fora do ambiente físico das empresas se tornou corriqueiro, houve uma mudança de um enfoque sobre a importância do local onde as pessoas trabalham para a forma como as equipes trabalham.

Liderança, inovação e o futuro do modelo híbrido

Muitos líderes veem a vantagem em redesenhar sua abordagem para se concentrarem nos resultados, especialmente quando se trata de promover o envolvimento de equipes talentosas.

Esses líderes não estão presos à nostalgia das condições de trabalho pré-pandemia e entendem que há desenvolvimentos tecnológicos que permitem, por um lado, satisfazer as necessidades da qualidade de vida dos funcionários, e por outro, as exigências sobre integração presencial das empresas.

As empresas investem em ambientes de trabalho adaptados ao modelo híbrido. Para isso, criam salas, auditórios e espaços de co-criação equipados com tecnologia de videoconferência. Além disso, incorporam quadros interativos, automação e outros recursos que garantem uma experiência satisfatória. Dessa forma, atendem tanto profissionais presenciais quanto aqueles que trabalham remotamente.

A falta de adaptação tecnológica dificulta a adoção do modelo híbrido. Muitas empresas questionam se os colaboradores remotos terão as mesmas chances de participação que os presenciais. Além disso, garantir uma interação de qualidade entre equipes presenciais e remotas é um dos principais desafios. Essa preocupação domina debates entre as áreas de TI, RH e Facilities.

Enquanto isso, especialistas buscam formas de reduzir a rejeição ao modelo híbrido entre líderes mais conservadores. Ao mesmo tempo, tentam aumentar a atratividade da organização para talentos que preferem esse formato de trabalho.

No médio e longo prazo, lideranças que impulsionam o trabalho híbrido criam organizações centradas no desempenho e fundamentadas na confiança. Além disso, empresas que fortalecem esse modelo tendem a alcançar resultados superiores. Enquanto isso, aquelas que enfrentam conflitos internos com seus empregados podem ter dificuldades para avançar.

O futuro do trabalho é híbrido.


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